Escritora Thailane Nascimento

Neste blog você encontrará resenhas de livros, filmes. Aprenderá sobre Física, Filosofia, Religião, entre outros assuntos.

Nos tempos antigos, o ser humano era tratado a partir do conceito de natureza. Ou seja, a forma como ele nascia. Essa natureza estava relacionada a capacidade de pensar e conduzir a própria existência.
Segundo Soares (2016, P.1
“o homem apesar de ser um animal racional, portador de logos, e possuidor de alma intelectiva, não só vegetativa ou sensitiva como os demais seres da natureza, nem os gregos e nem os romanos conseguiam perceber nele a realidade única, original, particular e concreta de ser pessoa.”

Mais tarde, surgiu o conceito de pessoa (Prósopon), que eram as máscaras que os atores utilizavam nas peças teatrais. A máscara representava o papel dos indivíduos na vida em sociedade. Somente com o surgimento do Cristianismo, que os homens passaram a ser considerados como pessoa humana, pois a religião defendeu a existência de um único Deus, trazendo igualdade entre todos, pois o homem havia sido criado a imagem e semelhança de Deus.
A origem dos direitos humanos deu-se quando Ciro II libertou os escravos depois que conquistou a Babilônia (559 e 530 a. C) e decidiu que todos poderiam escolher suas religiões. A notícia espalhou-se para a Grécia, Índia e Roma. Como eles perceberam que as pessoas seguiam as leis de forma espontânea, eles chamaram isso de Lei Natural, mas mesmo assim não consideravam os direitos humanos. Foi a partir do Século XIII, na Inglaterra que foram criadas as primeiras cartas e estatutos que resguardavam os direitos. Em 1215, a Magna Carta protegia os homens livres e limitava o poder do Rei. Nesta carta, o Rei João renunciou alguns direitos e se submeteu a lei. Em 1628, a Petition of Rights solicitava que os direitos e a liberdade dos súditos do rei fossem reconhecidos. Uma das cartas mais importantes foi a Bill of Rights (1689) que foi escrita pelo Parlamento que determinou a liberdade, a vida e a propriedade privada. Esta carta submetia a monarquia a soberania popular, transformando a Inglaterra em uma monarquia constitucional. Vale destacar o Act of Settlement (1707) que também limitava o poder do rei e o Habeas Corpus que anulava as prisões arbitrárias. Foram muitas cargas escritas, no entanto, todos esses direitos eram apenas para os ingleses. O restante do mundo não estava incluído nestes documentos. Em 1769, Napoleão Bonaparte tentou derrubar a democracia francesa e conquistar o mundo. No entanto, todos os países da Europa impediram que isso acontece.
Com a independência dos Estados Unidos da América foram criados documentos importantes para a história dos direitos humanos, como a Constituição Americana de 1787, que limitava o Estado e defendia que a liberdade jurídica deve ser ampliada a todos os cidadãos. Entretanto, haviam distinções, pois a escravidão ainda não havia sido abolida.
Somente com a Revolução Francesa (1789) que os direitos humanos começaram a ser vistos como “universais”. Eles eram baseados na igualdade e na liberdade, expressos na Declaração dos Direitos do homem e do cidadão. No entanto, esses direitos não se estendiam as mulheres e havia direitos específicos apenas para os cidadãos franceses. Muitos acordos foram feitos, mas eram válidos apenas para a Europa, o restante do mundo continuava sendo invadido e explorado.
Com a Convenção de Genebra (1864), os soldados em combate passaram a ter direitos. Foram definidos os direitos e deveres em tempos de guerra. A Constituição Mexicana (1917) foi a primeira a estabelecer como direito fundamental os direitos trabalhistas, como a limitação da jornada de trabalho, a proteção a maternidade, o trabalho noturno proibido para menores na indústria. Esta Constituição foi muito importante para a história dos direitos humanos, pois entre 1760 e 1840 as pessoas eram tratadas como máquinas.
A humanidade passou por duas grandes guerras mundiais. Hitler exterminou milhões de pessoas. O mundo precisava repensar os conceitos sobre direitos humanos.  Em 1945 foi a escrita a Carta das Nações Unidas, que foi um acordo pós segunda guerra mundial, sendo ratificado por vários países, incluindo o Brasil, com o decreto n° 19.841 de 22 de outubro de 1945. Os países juntaram-se com o propósito básico de reafirmar a fé nos direitos humanos.
Em 1945, Eleanor Roosevelt elaborou e aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos no Organização das Nações Unidas. Esta declaração possui 30 artigos, que visa a liberdade, a igualdade e a fraternidade. De acordo com a declaração todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e direitos, são dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns com os outros com espirito de fraternidade. Todos os seres humanos têm direito a vida, a liberdade e a segurança pessoal. Ninguém mais poderá ser mantido em escravidão e nem poderá ser submetido a tortura. Todos terão direito à liberdade de expressão e de escolher uma religião. E todos têm direito a educação gratuita. Os direitos são universais, interpessoais e indivisíveis.

Mesmo que a declaração tenha sido assinada, não são todos os países que a seguem, pois na época não teve força da lei, era opcional a cada Estado, por isso pode-se notar tantas contradições da declaração com a realidade.

A origem da cidadania está vinculada as cidades gregas, onde os cidadãos eram os membros da Pólis (cidade). Por volta do Século VIII e VII a.C, foi quando a cidadania surgiu. Como o regime que imperava na época era o Aristocrático (Exercido pela nobreza), a cidadania tinha o conceito de natureza, ou seja, somente o “bem-nascido” podia participar da vida política. Com o passar dos anos, surgiram as Assembleias e os conselhos com a participação popular, entretanto, não eram todos que podiam participar dessas assembleias. Atenas foi a primeira cidade grega a adotar a democracia, mas sua democracia excluía as mulheres, os imigrantes e os escravos da participação política, apenas os homens eram considerados cidadãos, independentemente de classe social. Nos meados do Século II a. C, Roma havia se tornado a cidade-estado que dominava todo o mediterrâneo. No entanto, suas estruturas políticas entram em decadência devido aos conflitos civis. Suas Assembleias, Senados e Magistrados não contiveram os interesses de todos. A cidadania mais uma vez mudou de conceito. A participação política desvaneceu e o espaço público ficou restrito ao principado. Público e privado, neste momento, tornou-se confuso. Os interesses não mais eram públicos, e sim, vinculados aos interesses pessoais. Em Roma, os Patrícios detinham todos os direitos políticos, e a Plebe não tinha acesso a eles. Aos poucos, a cidadania mudou novamente de característica, e os romanos de nascimento, mesmo escravos, passaram a ser cidadãos. O fim da cidadania antiga deu-se com a queda do império romano, por volta do Século IV d. C. Cícero (século I a.C) afirmava que a vida, o patrimônio, a liberdade e a cidadania eram provisões divinas. Diferente da Grécia, em Roma as mulheres podiam participar socialmente entre os etruscos (povo que viveu na península Itálica na região a sul do rio Arno e a norte do Tibre) assistindo aos espetáculos e as representações. Entre os romanos, os patrícios formavam pequenos grupos, detendo todo o poder político. A história da cidadania romana pode ser analisada como uma luta por direitos sociais e cidadania entre os patrícios, que tinham todos os direitos civis e a plebe. Com a queda do Império Romano, por volta do Século IV, a cidadania tomou outro rumo. Durante a Idade Média, deixou-se de ter foco nas questões políticas e a preocupação maior era com a religiosidade. Neste período, a sociedade era dividida em Nobreza, Clero e Camponeses. Por crenças em provisões divinas, os camponeses não pensavam na vida política. O poder estava centralizado nas mãos do Clero e da Nobreza, assim como a cidadania. O conceito de cidadania começou a surgir novamente na Baixa Idade Média. Neste período, a cidadania tinha como embasamento a igualdade e a liberdade como princípios básicos, diferente da Grécia e de Roma. De acordo, com T. H. Marshall (1967), a cidadania só começou a parecer durante os séculos XVII e XVIII por meio dos direitos civis, mesmo que de forma sutil. Procurava-se obter liberdade de expressão, direito a propriedade, entre outros direitos. Isso não significa que todos esses direitos se aplicaram a todos, eles se aplicaram apenas aos indivíduos com bens e com terras, restringindo a cidadania. Segundo Marshall (1967), os seres humanos são dotados de direitos civis, políticos e sociais. Os direitos políticos referem-se a capacidade do cidadão de eleger seus representantes e ser eleito. Os políticos surgiram dos deveres civis e começou a ser reclamado por movimentos no século XVIII, no entanto, só foi aceito pela maioria dos países por volta do Século XX, quando as mulheres conquistaram o direito de votar. No Século XX surgiu também os direitos sociais, que são o direito a educação básica de qualidade, a saúde, o transporte público. Esses direitos não eram universais, mesmo que tivessem como base a igualdade entre todos, pois cada sociedade criava suas próprias regras. No final do século XX e início do século XXI, outros direitos foram conquistados como o direito da criança, direito do idoso, direitos dos homossexuais, entre outros. Segundo o livro a História da Cidadania (2013, P.3), “ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é ter direitos civis. É votar e ser votado: É ter direitos políticos. É ter direito a educação, ao trabalho, ao salário justo, a saúde. Exercer cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais” Esses direitos foram assegurados por lei. Exercer a cidadania não é apenas usufruir dos direitos, mas também cumprir todos os deveres.


Foge para os montes,
E lá estarei te esperando.
Aqui é tão escuto,
E a vida lá é tão mais bela.

Foge para os montes,
E lá estarei te esperando.
Comigo viverá em paz,
E lá corre um rio,
Onde as águas brilham como cristais

Foge para os montes,
E lá estarei te esperando.
Meu coração grita por socorro,
E por ti espera com mui gozo.

Foge para os montes,
E lá estarei te esperando.
Quando vieres não te arrependerás
Daqui tu não queiras mais sair
Quando chegastes até ao monte
Saberás que é um sonho
Cujo fundamento está baseado
Na vida de um simples capataz.

Rondó feito com o intuito de mostrar a fuga de uma sinhá com um escravo. Eles fugiram para os montes, e lá eles viveram uma vida de sonho e de amor. 


Salomão pediu sabedoria a D’us, e com sua sabedoria e conhecimento ensinou ao povo o verdadeiro sentido de saber. Salomão tentou compreender a sabedoria, a loucura e a insensatez, e aprendeu que é inútil, pois quanto maior a sabedoria, maior os sofrimento e quanto maior o conhecimento, maior o desgosto.
 
            Os prazeres não tem sentido. Rir é loucura e a alegria de nada vale. De que vale alegria, as festas, os prazeres humanos, os grandes projetos, se o homem não tiver sabedoria?
            Salomão não negou nada aos seus olhos e não recusou a dar prazer ao seu coração, e se alegrou em todo o seu trabalho e avaliou tudo o que suas mãos haviam feito e o trabalho que tanto se esforçava e percebeu que tudo é vaidade.
            A sabedoria é melhor que a insensatez, assim como a luz é melhor que as trevas. Acontece com o sábio o mesmo que acontece com o insensato. Nem o sábio, nem o tolo serão lembrados para sempre, no futuro ambos serão esquecidos.
            O trabalho árduo é inútil, pois um pode realizar seu trabalho com sabedoria, conhecimento e habilidade, mas terá que deixar tudo o que possui como herança para alguém que não se esforçou por aquilo. Isso é absurdo e injusto. Durante toda a vida, seu trabalho é pura dor e tristeza, mesmo a noite a sua mente não descansa.
Tudo há seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de ficar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de paz e tempo de guerra.
Salomão descobriu que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.
O destino do homem é o mesmo que o destino do animal. Assim como morre o animal, morre o homem. Todos têm o mesmo fôlego de vida; o homem não tem vantagem alguma sobre o animal. Todos vão para o mesmo lugar, vieram do pó e ao pó voltarão. Não há nada melhor para o homem do que desfrutar o seu trabalho, porque essa é a sua recompensa, pois não poderá ver depois da morte.
Salomão viu lágrimas dos oprimidos, mas sem quem os console. E por este motivo, considerou os mortos mais felizes que os vivos, pois estes ainda têm que viver. No entanto, melhor que ambos é aquele que ainda não nasceu, pois não viu o mal.
            Todo trabalho e toda realização surgem da competição que existe entre as pessoas. E isso é absurdo. O tolo cruza os braços e destrói a própria vida. Melhor é ter pouco, mas com tranqüilidade, do que muito a custa de muito esforço.
            É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque é maior a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, terá ajuda para se levantar. Se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem se defender. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade.
            Melhor é um jovem sábio e pobre, do que um reio idoso e tolo que não aceita repreensão. Não seja precipitado de lábios, nem apressado de coração. Quando fizer um voto, cumpra-o sem demora. É melhor não fazer o voto, do que fazer e não cumprir. Não permita que sua boca o faça pecar.
            Quem ama o dinheiro, jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas, jamais ficará satisfeito com seus rendimentos. Quando aumentam os bens, também aumentam os que os consomem.
            O sono do trabalhador é tranqüilo, quer coma pouco, quer coma muito, mas a fartura de um rico não lhe dá tranqüilidade para dormir. O homem saiu nu do ventre de sua mãe e como veio, assim vai. De todo o trabalho em que se esforçou nada levará consigo. Aceita a sua sorte e desfruta o seu trabalho. Melhor é contentar-se com o que os olhos vêem do que sonhar com o que deseja.
            Quanto mais palavras, mais tolices sem nenhum proveito. O bom nome é melhor do que o perfume mais caro e o dia da morte é melhor que o dia do nascimento. É melhor ir a casa onde há luto, do que a uma casa que há festas, pois a morte é o destino de todos, e os vivos devem levar isso a sério. A tristeza é melhor do que o riso, porque o rosto triste melhora o coração. O coração do sábio está na casa do luto, mas do tolo na casa da alegria. É melhor ouvir a repreensão do sábio, do que a canção do tolo. O fim das coisas é melhor que o inicio e o paciente é melhor que o orgulhoso.
            Não permita que a ira domine depressa o seu espírito, pois a ira se aloja no intimo dos tolos. Nunca pergunte “por que os dias do passado foram melhores que os de hoje?”, porque não é sábio fazer esse tipo de pergunta, pois tudo muda. Não seja excessivamente justo, nem demasiadamente sábio. Não seja ímpio e nem tolo. A sabedoria torna o homem mais poderoso. Não há um justo sobre a Terra, ninguém que pratique o bem e nunca peque. Não dê atenção a tudo que o povo diz, pois pode ouvir o seu próprio amigo falando mal de você; e em seu coração você sabe que também fala mal dos outros.
            Nunca se apresses em deixar a presença do seu mestre, nem se levante a favor de uma causa errada. O coração do sábio sabe a hora e a maneira certa de agir.
            Quando os crimes não são castigados, logo o coração do homem se enche de planos para fazer o mal. O ímpio pode viver uma vida longa, mas sabemos que é melhor fazer o bem.
            Desfrute a vida. Debaixo do Sol não há nada melhor para o homem do que comer, beber e alegrar-se. Ninguém é capaz de entender a natureza e por mais que se esforce para descobrir o sentido das coisas, o homem não encontrará. O sábio pode afirmar que entende, mas na realidade não consegue entender.
            Coma com prazer a sua comida, beba com o coração alegre. Esteja sempre vestido com roupas limpas. Desfrute a vida com o homem ou a mulher que ama, pois quando estiverdes na sepultura não haverá atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria.
            Os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre tem comida; os prudentes nem sempre tem prestígios; pois o tempo e o acaso afetam a todo. Ninguém sabe quando virá a sua hora.
            Embora a sabedoria seja melhor do que a força, a sabedoria do pobre é desprezada, e logo suas palavras são esquecidas. As palavras do sábio devem ser ouvidas com mais atenção, do que os gritos de quem dominam sobre os tolos. A sabedoria é melhor do que as armas de guerra. O coração do sábio se inclina para o bem, mas o do tolo para o mal.
Tudo volta para você. Quem cava um poço cairá nele; quem arranca pedras com elas se ferirá; quem com ferro fere, com ferro será ferido. Fale pouco! Até mesmo os cavalos precisam que se coloquem freios em sua boca.
Alegra-se, jovem, na sua mocidade. Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude. Siga por onde seu coração mandar, até onde sua vista alcançar; mas saiba que para todas as coisas haverá julgamento. Afaste o seu coração a ansiedade e acabe com o sofrimento do seu corpo, pois a juventude e o vigor são passageiros. Aproveite, antes que os dias difíceis se aproximem.
                                 Nessa vida tudo é vaidade! Nada faz sentido!


O Tao Te Ching é um livro Taoista. O termo taoísta é formado por dois ideogramas chineses: Tao que significa caminho, exprimindo a idéia de origem de todas as coisas; e Diao que significa ensinamento. Portanto, taoísmo corresponde à tradição que vem do passado, que revela a origem. Por isso, o Caminho da Imortalidade, objetivo dos taoístas, é denominado Via do Retorno, indicando a volta ao princípio. Nesse caminho, a virtude se efetiva através da mediação de consciência e da compreensão dinâmica do universo para resgatar a ordem natural da vida.
 A escola taoísta tem como base o estudo de três obras, simbolizadas na imagem de uma árvore. A raiz é o I Ching O Livro das Mutações, o tronco é o Tao Te Ching Livro do Caminho e da Virtude e a flor é o Nan Hua Ching O Livro da Flor do Sul. O Tao Te Ching é a estrutura central do taoísmo. Os três tesouros do Taoísmo são a humildade, a simplicidade e a afetividade.

Ensinamentos:

Não-aspiração= Ausência de intenção.
Aspiração= Manutenção do caminho.
Wu Wei= Não-ação; ação sem intenção.
Wu Yen=Não-palavra; palavra sem intenção.

O Tao te ensina a viver o aqui e o agora e a reconhecer a sua simplicidade natural. O taoísmo ensina a agir pelo não agir. Quando estamos com duvidas, agimos por impulsão, então fazemos coisas que nos arrependemos no futuro. Encha sua vitalidade, enfraqueça sua vontade e desejos. Seja suave e constante, usufruindo sem se apressar. Viva com bondade. Pense com bondade. Conviva com bondade. Governe com bondade. Realize com a bondade de quem é capaz. Aja com todo o tempo. Não dispute, assim não haverá rivalidade. Purifique através do conhecimento. Ame o povo. Ilumine e clareie as pessoas. Cultive sem dominar. Seja sutil, misterioso e despertado. Compreenda as pessoas. Seja cauteloso, reservado, solúvel, genuíno. O silêncio é a chave do sucesso. Tenha justiça.
A filosofia do sábio é o silencio. É melhor ficar em silencio do que falar coisas desnecessárias. Freie a língua e ative os ouvidos. Tenha confiança em você e abrace a simplicidade, reduza o egoísmo e diminua os desejos. Ignore o ego!
Falar pouco é o natural. Nenhuma tristeza dura para sempre. Nem o céu e nem a Terra podem produzir coisas duráveis, quanto mais os seres humanos. Se iguale ao caminho e adquira a virtude. Permita a plenitude. Seja reto, renove a cada dia. Não se vanglorie; não se exalte; não dispute, assim não haverá rivalidade.
Respire devagar. Ande devagar. Veja com bondade. Seja independente e inalterável. Não deixe imperfeições para criticas. Não abandone as coisas.
Tenha capacidade de escolha, autodeterminação, e consciência critica. Administre pensamentos, idéias, imagens mentais e fantasias. Tenha concentração, observação, dedução, indução. Duvide, questione. Gaste dez minutos passeando dentro de você. Esqueça as preocupações, pense, reflita e questione, proteste contra cada idéia perturbadora. Ninguém pode invadir seu espaço sem que você permita. Pergunte-se: Quem sou eu? Onde estou? O que sou? O que quero? Qual o meu papel como ser humano e ser social?
Elogie antes de criticar. Tenha reações generosas e surpreendentes. Fale menos e aja mais. Economize argumentos.
            Descubra quem você ama. Interesse-se pelos seus interesses, pergunte suas dificuldades, seus dias mais difíceis, mostre preocupação. Pense antes de reagir. Seja fiel a sua consciência. Pratique a oração do sábio: o silencio. Não tenha a atitude bateu-levou. Não seja escravo do que os outros pensam ou falam de você. Não há sucesso que dure para sempre, nem fracasso que seja eterno. Enfrente obstáculos, barreiras, dificuldades, crises, com flexibilidade, maleabilidade e reflexibilidade. Use as decepções e as adversidades para construir.
Se doe, cuide e proteja os outros. Rompa com o individualismo e tenha prazer em contribuir a sociedade. Participe de atividades sociais. Descubra o mundo que há dentro de você. Não viva a história dos outros. Seja generoso, influenciador, solidário, tolerante, afetivo, paciente e tranqüilo. Expresse o que sente e pense com respeito. Trabalhe em equipe e tome cuidado com o tom de voz, a pressão e a insistência, deixe fluir o raciocínio. Tenha prazer em elogiar as pessoas e contribuir com os outros. Surpreenda a si e aos outros. Valorize e agradeça a todas as pessoas que te ajudam. Não sinta ciúmes ou inveja, tenha prazer com o sucesso dos outros. Tenha romantismo pela vida. Não exija o que os outros não podem dar. Doe-se sem esperar o retorno. Entenda que por detrás de uma pessoa que fere há uma pessoa ferida. Faça uma coisa de cada vez.
            Seja humilde, não tente manipular o mundo. Você só pode ser uma coisa só. Elimine o excesso, a opulência e a complacência. Seja determinado, porém cauteloso. Não utilize a força para conquistar. Não se orgulhe, se glorifique ou se envaideça, tenha harmonia com a natureza. Passei por dentro de você, pois quem conhece o homem é inteligente, e quem conhece a si mesmo é iluminado.
            Estabeleça limites do que quer conseguir e foque seus interesses na transformação dos seus objetivos em resultado.
            Seja você mesmo, não esconda o que pensa e acredite. Adapte-se, tenha jogo de cintura e aprenda coisas novas.
            Tenha tranqüilidade, serenidade e supremacia. Ouça mais e fale menos. Inicie o fortalecimento, o amparo, o aumento e a iluminação. A virtude superior é a não-ação. O nobre utiliza a humildade como princípio. Alcançar o valor é aproximar-se do não-elogio. Não deseje o vulgar, seja simples como a pedra. A existência nasce da não-existência. Seja suave, para atuar no caminho. Quem sabe se contentar não se humilha. Quem sabe se conter não irá se exaurir. Sendo assim, poderá viver longamente.
            Tenha atitude sem apego. Faça o bem a todos, sem esperar o retorno. Seja sincero com todos. Aja cautelosamente, tenha olhos e ouvidos atentos. Desate os nós. Feche a boca. Harmonize-se com a luz. Transforme, enriqueça, retifique e simplifique. A tolerância governa a simplicidade e a tranqüilidade. Tente unir e cultivar os homens; tenha atitudes reverentes. Quem age fracassa, quem se apega perde. Não aja, espere.
            Enfrente sem inimizade, defenda sem lutar, não há desgraça maior do que humilhar o inimigo. Fale do modo mais fácil de compreender, e bastante fácil de praticar. Conheça a si mesmo, mas não se evidencia. Ama a si mesmo, mas não se estima. Não fale muito e seja bom em responder.
            Valorize a vida! Aja pelo não - agir. O homem ao nascer é tenro e brando, e ao morrer é rígido e duro. Nada é mais suave e brando que a água. A suavidade vence a força. O brando vence o duro. Não critique as pessoas. Favoreça, não prejudique. Faça, não dispute.